2007-01-25

Referendo.

Porque mais que um Direito,
Escolher é um Dever!

Sim ou Não!

Qualquer que seja a sua posição é importante que todos participem. Ninguém deve deixar que outros decidam por si e pela sua consciência. Uma elevada participação neste referendo é também um sinal de maturidade cívica e uma afirmação de cidadania.
No próximo dia 11 de Fevereiro de 2007, vai se realizar o referendo no âmbito da interrupção voluntária da gravidez (IVG).Que terá a seguinte pergunta:
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»
Antes de mais nada, relembro, que a Legislação Portuguesa permite as interrupções da gravidez somente em casos de violação, malformações fetais, ou, para proteger a saúde física ou mental da mulher.
Este será o segundo referendo sobre o mesmo tema. Em 28 de Junho de 1998, realizou-se o primeiro, com a mesma pergunta, que teve os seguintes resultados: Votantes – 31,89%; Abstenção – 68,11%; Votos nulos – 0,57%; Votos brancos – 1,07%; Sim – 48,28%; Não – 50,07% (Dados da Comissão Nacional de Eleições).
Como votaram menos 50% de eleitores, o referendo não teve qualquer vinculação.
A questão a referendo é difícil e problemática, é como um cobertor, se tapa de um lado e destapa do outro!
Na questão do aborto voluntário verifica-se a contraposição entre dois valores básicos e fundamentais: o direito da mãe à sua autonomia e o direito à vida do embrião.
Um “Sim” está pronto a destruir uma vida e um “Não” prepara para restringir uma liberdade pessoal fundamental. Este é o profundo dramatismo do dilema!Não há volta a dar-lhe é preciso escolher uma resposta, e ela, qualquer que seja, tem sempre implicações.

12 comentários:

J.L._Rodrigues disse...

O aborto é um tema que é sensível e delicado, é um tema bastante complexo, pois senão, não era tão complicado haver um consenso.
Eu sou defensor da Vida. O direito à Vida é o primeiro de todos os Direitos Humanos, e sem vida, deixa de fazer sentido, todos os outros valores que defendemos. Mas também respeito o direito da mulher à sua autonomia.
Mas fora das situações que a lei já consagra, o direito da mulher à sua liberdade de escolha termina quando começa o direito à vida de um novo ser humano.
É preciso estar atentos e realistas em face da questão que nos é colocada no referendo. A “…despenalização do IVG, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, …”, ou seja, é legalizar o IVG nas primeiras 10 semanas!
A aprovação da nova legislação, que poderá resultar desta consulta popular, irá prorrogar até às dez semanas de gestação a data limite para a importante decisão final pelo nascimento ou não nascimento do novo ser, e com a forte possibilidade de funcionar como meio contraceptivo.
Também, se essa decisão final couber somente à mãe, é obvio que ela será a única responsável pelo nascimento da criança, com todas as suas consequências. Nestas condições, como poderá o pai ser no futuro, responsabilizado por uma paternidade em que, segundo a legislação, não pode ter interferência na opção final pelo nascimento da criança? Julgo que estamos a passar para uma situação, em que, o pai da criança, quer seja marido, ou não, é marginalizado.
Para mim, liberalizar o aborto, como pretende o Governo com este referendo, é um atentado aos Direitos Humanos, é deixar os mais frágeis à mercê de tantas injustiças e pressões sociais; é condenar crianças inocentes, sem rosto e sem voz, a uma morte violenta e desumana. Quem pode afirmar que uma criança indesejada não vai ser um adulto feliz? Quem sabe se o nascimento de uma criança não vai mudar radicalmente a vida dos pais para melhor?
Sei que não se pode ignorar a chaga do aborto clandestino, que infelizmente vai atingindo proporções consideráveis em Portugal. Mas também, estou ciente que a solução para o aborto não está em torná-lo legal, que o tornaria, correcto e aceite como normal na sociedade civil. O aborto é sempre um mal e não pode passar a ser um bem, só porque não arranjamos maneira de o erradicar do nosso mundo.
Penso que a melhor maneira de combater a chaga do aborto clandestino é eliminar as razões que influenciem as mulheres a escolher a “alternativa do aborto”, ou seja, criar medidas eficazes para combater os problemas que são as causas da interrupção voluntária da gravidez. Por exemplo: melhor Regime de Adopção, Politica de Planeamento Familiar adaptada à realidade do meio social, Protecção da mãe (ajudas económicas), Financiamento de meios contraceptivos e facilidade de acesso aos mesmos, um melhor Regime de Protecção de Menores, etc.
Isto sim, era o caminho que os nossos políticos deveriam tomar, em vez de quererem liberalizar o aborto.
Por isso, no próximo dia 11 de Fevereiro, voto NÃO.

Rosy disse...

O que é o aborto?
Um aborto, como quase tudo na vida, pode ser encarado de diferentes perspectivas e, consequentemente, ter significados diferentes para pessoas diferentes.
Será um aborto uma simples intervenção cirurgica e, portanto, pode ser encarado da mesma forma que se encara uma apendicectomia?
Será que o que é extraído do corpo da mulher pode ser considerado apenas como uma excrescência desse mesmo corpo? Ou o feto constitui uma entidade separada e diferente da da mulher?
Estas questões, por muito filosóficas que pareçam, são essenciais para se poder avaliar (decidir?) sobre o direito que a mulher tem de decidir sobre esse feto.
Que razões levam as mulheres a abortar?
Esta pergunta difícil mas também não é fácil de responder.
Não é difícil porque não é demasiado complicado imaginar as razões porque uma mulher não desejará levar uma gravidez até ao fim. Não é fácil porque se torna necessário chamar as coisas pelos seus nomes e a experiência diz que não é "politicamente correcto" acusar aqueles que se apresentam como vítimas.
Temos então como motivos os seguintes:Razões de saúde,Malformação do feto,Doença hereditária ou transmissível ao feto,Violação,A idade da mãe,Razões económicas,Razões profissionais entre outras razões!
Algumas delas ja são apoia das pela lei outras não!
Eis alguns argumentos para o NÃo ao aborto!

O direito ao aborto é uma questão de princípio!!
Sim é verdade. Algumas pessoas, pela concepção que têm da vida e do ser humano, acreditam que o feto faz parte do corpo da mulher e só esta deve ter voz sobre o que lhe acontece. Inclui-se o direito de o "deitar fora".
Esta posição é altamente polémica mas absolutamente defensável. Se se considerar que o feto não é nem representa um ser humano, então deve ser reconhecido à mulher o direito de dispôr dele da forma que melhor entender.
Mas será que alguém pode ter tantas certezas de que o feto não é um ser humano, sem sentimentos nem emoções?
Será que estes atributos(?) apenas são adquiridos no momento do nascimento ou, como alguns defendem, ao longo dos primeiros anos de vida?
Afinal, em que momento adquirimos aquilo que nos torna humanos e, portanto, nos dá os chamados "Direitos Humanos", entre os quais o direito à vida?
Será que podemos tratar com tamanha "leveza" um feto, com o que ele representa em termos de ser humano? O que é que isso diz de nós, como seres humanos e como espécie?
O que é que se segue? A eutanásia a pedido da família? "Selecção" à nascença?

Para que o aborto seja realizado com dignidade!!
A dignidade não deriva da forma como se fazem as coisas mas daquilo que se faz. Alguém pode reclamar que realizar um aborto, a eliminação de um ser inocente, sem outra razão que não seja "porque me apetece" é um acto digno?

A despenalização vai fazer diminuir o número de abortos!!
Desde quando a despenalização de um determinado comportamento faz com que as pessoas deixem de o ter?
Não apenas as pessoas se sentirão mais "livres" para optar pelo aborto, como se estará a passar a mensagem de que será sempre possível resolver um qualquer "descuido".
O resultado: mais gravidezes indesejadas, principalmente entre as mulheres mais

Para acabar com o aborto clandestino!!
Os serviços de saúde não têem condições para garantir resposta eficaz às previsíveis solicitações. Não apenas não existem os meios necessários como o prazo previsto na Lei impedirá que os abortos sejam feitos nos termos da Lei.
Além disso, a maior parte dos abortos já ocorre depois das 10 semanas. Porque razão se acreditará que as mulheres passarão a decidir mais depressa?

E a despenalização vai acabar com o aborto clandestino?
Claro que não vai. A falta de informação, as limitações dos serviços de saúde, o custo (não poderá ser o Estado a custear o aborto a pedido) e a defesa da privacidade serão as razões que farão o aborto clandestino continuar a existir e, eventualmente, a aumentar.

Votar SIM é dar um direito legítimo às mulheres?
Não apenas o "legítimo" é discutível como a despenalização não dará direito nenhum.
Os direitos não existem apenas porque estão escritos na Lei. Os direitos existem quando são reconhecidos e quando podem ser exercidos. O aborto a pedido para todas as mulheres é inviável.

Temos alternativas à despenalização do Aborto!
A alternativa à despenalização do aborto é a não despenalização do aborto.
Se se considerar apenas o princípio da liberdade para optar para pelo aborto, não existem outras alternativas.
Mas, se a intenção é acabar com o aborto clandestino e com as graves consequências que este acarreta, existem alternativas. Alternativas essas que, ao contrário da despenalização, darão resultados sensíveis.
Em primeiro lugar, é necessário distinguir entre o fenómeno do aborto e as suas causas. A razão porque existe aborto é porque mulheres e jovens engravidam sem o desejarem. E as mulheres e jovens engravidam sem o desejarem porque ou não usufruem de uma sexualidade responsável ou porque não utilizam correctamente os meios anti-concepcionais disponíveis.
Em segundo lugar, tendo presentes as causas, deve-se definir qual é a melhor abordagem para as combater e eliminar.
Nenhuma mulher engravida de propósito só para fazer um aborto. Portanto, quem engravida sem o desejar é porque ou não sabe ou não quer deixar de engravidar. O "não querer" não tem a ver com desejar que isso aconteça mas sim com o "não estar para fazer o que é necessário para que não aconteça". É a falta por omissão e não por acção.
Para a falta de cuidados anti-concepcionais, a solução não pode deixar de ser mais e melhor informação e a disponibilização a toda a população de meios anti-concepcionais. Isto não é difícil, apenas exige trabalho.
O resultado só poderá ser uma população mais informada e mais consciente. O planeamento familiar só poderá trazer vantagens em termos sociais e económicos.
Para um comportamento irresponsável a solução é educação sexual nas escolas (desde os primeiros anos). Se os jovens tiverem consciência da sua sexualidade, discutirem entre si e com os mais velhos (pais e professores) as questões relativas ao sexo, o seu comportamento evoluirá naturalmente no sentido de ser mais responsável e saudável.
Mas a educação e a prevenção não resolverá todos os casos de gravidez indesejada. Nos outros casos, forçosamente residuais se a educação e a prevenção forem bem feitas, o Estado também tem a obrigação de intervir.
Muitas mulheres e jovens decidem não ter as crianças por receio de não terem as condições para as criar. Nestes casos, o Estado deverá contribuir, através da assistência social, de forma a que nenhuma mulher ou jovem seja obrigada a abandonar os estudos ou a deixar de trabalhar para criar um filho.
Este tipo de intervenção não deixará de ser coerente com a iniciativa do Rendimento Mínimo Garantido.
As medidas anteriormente apresentadas podem perfeitamente ser tomadas paralelamente à despenalização. Mas se a opção fôr a despenalização, há mais algumas coisas que devem ser feitas.

Alguns defenderão que todos temos o direito de ter um comportamento irresponsável, desde que não hajam consequências directas noutras pessoas, e, portanto, o Estado não deve intervir nesse campo.
Ridículo. Todos dependemos uns dos outros e o comportamento social de cada um de nós tem consequências na vida das outras pessoas. O Estado tem a obrigação de intervir na sociedade de forma a que os cidadãos sejam cada vez mais informados, educados e responsáveis.
Todos temos o dever de ter um comportamento responsável. Nesse sentido, o Estado, ao despenalizar o aborto não poderá deixar de se proteger contra o abuso que se possa fazer desse direito adquirido.
Fará sentido que uma mulher possa recorrer aos hospitais para realizar 3 ou 4 abortos por ano? Independentemente de suportar ou não os custos, essa mulher estará a obrigar ao desvio de meios que poderiam ser utilizadas em intervenções mais essenciais à vida humana.
Uma salvaguarda que o Estado podia (devia?) reclamar seria a de limitar o número de abortos em hospitais públicos a 2 por mulher. Quando uma mulher recorresse a um hospital público para realizar o seu segundo aborto, ser-lhe-iam laqueadas as trompas. Dessa forma, a mulher não engravidaria mais até que essa intervenção fosse revertida.
O problema é que este tipo de medida vai contra o conceito do direito ao corpo. Terá o Estado o direito de dizer quando uma mulher se deve sujeitar a tal intervenção? Não será isso equivalente a obrigar uma mulher a abortar?
Também esta será uma questão de princípio.

Como já referi á muitos metodos de evitar uma gravidez basta sermos responsaveis!
Por isso e por acreditar que todos nós temos direito a vida pois ninguém sabe o que ela nos reserva eu vou votar Não ao aborto e Sim á vida!
Até sempre .................

*

maria codice disse...

Olá Rosy: Não sei a vossa idade. Eu tenho 61 anos e diz-me a experiência que a sua frase "Como já referi há muitos métodos de evitar uma gravidez basta sermos responsáveis" é falsa. Pois não há métodos infalíveis. No entanto concordo que não se deve recorrer ao aborto como método contraceptivo. Não enterrem a cabeça na areia! Votem em consciência! Não façam demagogia! Cumprimentos.

Anónimo disse...

Aborto?

Com liberdade, responda a estas 10 perguntas. No final, some os "Sim" e os "Não". Terá descoberto, através deste Exercício de Amor, qual o sentido de voto que a sua consciência lhe pede.
1 - A uma mulher com dificuldades na vida, é a morte do filho que a sociedade oferece?
2 - Liberalizar o aborto torna a sociedade solidária?
3 - A mulher é mais digna, por poder abortar?
4 - Uma sociedade que nega o direito a nascer, respeita os Direitos Humanos?
5 - É maior o direito da mãe a abortar, do que o direito da criança a viver?
6 - Sem razão clínica, abortos são cuidados de saúde?
7 - Concorda que a saúde de outras mulheres fique à espera? (para que o aborto se faça até às 10 semanas)
8 - Aborto "a pedido da mulher". Há filho sem pai?
9 - Quem engravida gera um filho. Mata-se o filho?
10 - É-se mais humano às 10 semanas e 1 dia do que às 10 semanas?

maria codice disse...

Olá Anónimo (Sr. ou Sra.)!
Falta uma pergunta: Como se sente quando lê na comunicação social que apareceu mais um bébé num contentor do lixo?

Cumprimentos.

Rosy disse...

olá dona Maria Codice
Quando aparece uma criança num contentor abandonada é triste não é!?
Mas mais triste é termos um governo que nos diz para escolhermos se a mulher pode decidir se deve ter um filho ao não,por outras palavras se lhe apetece ter um filho ou não!
Por que não facilitar as adoções não seria uma metedo mais enficas de combater o aborto!?Porque não melhor planiamento familiar!?Porque não ajuda social e avaliação de casos de risco!?
E será que não iram continuar a aparecer bébés em contentores!??
Porquê??
Muito facil quem não dá a cara para ter um filho não dá a cara para fazer um aborto!
Quanto aos metedos contracetivos não são totalmente eficases é verdade mas temos de ter em conta isso ao não!?
E posso lhe adiantar que actualmente já existem metedos em que a mulher tem quese possibilidade nula de engravidar!
Continua a dizer que deviamos sim apostar em boas medidas de auxilio as mães e aos bébés e não á morte de um ser vivo!
Pois dizem que até as dez semanas fazendo uma ecografia não se ve-la nada,assim não vimos nada não matamos nada não é!?
Pois se eu der um tiro no escuro e mato uma pessoa eu não vi por isso não é crime!!!
até sempre...........

Anónimo disse...

NÃO ao aborto!

Hoje ao passar na rua vi um cartaz que dizia:

“O aborto clandestino existe:
É urgente mudar a lei!”

Alguém comentou comigo:
“Mudar a lei?
Urgente é mudar de vida!...”

De facto, o importante é mudar de vida!
Ao mudarmos a lei, o aborto clandestino continuará a existir...

Andamos para aqui entretidos em referendos para tentar dar a volta ao Direito Natural, o Direito há Vida, o Direito a Viver!

O mais incrível, é que se ainda não for com este referendo que se arranque a ferros um sim do povo ao aborto, mais tarde ou mais cedo iremos ter um novo referendo!!!
E se ganhar o sim?
Será que nós podemos fazer um outro referendo acerca da mesma matéria?

Parece-me que algumas pessoas põem o aborto ao nível de um anticonceptivo!
Isso é ridículo!

Votemos NÃO ao aborto!
Para além do Direito à Vida temos o Direito a ser Pessoa, única e irrepetível!
São valores a mais para os jogarmos no lixo independentemente dos motivos!!!

Vota Não!!!

consciencia disse...

Olá.
Depois de muito comentários que já ouvi e li em jornais, televisão... houve um que me deixou a pensar. "Se o aborto for livre até os patrões passam a mandar as suas funcionárias abortar, só porque uma mulher grávida só dá prejuizo á empresa ou aquele momento não é o ideal".
Depois pensei, será que quem decide é a mulher ou é alguém que vai decidir por ela? Pois neste caso ou aborta porque é livre fazer um aborto ou então é despedida.

Onde estão os Direitos das Mulheres?

Pedro Amaral disse...

Vida ou Morte?
O aborto é a morte de uma criança no ventre de sua mãe produzida durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação até o momento prévio ao nascimento.
O aborto é tirar a vida a um ser humano, num país como o nosso que é permitido o aborto em certos casos (por ex. violação, deficiência no feto, por em perigo a vida da mãe etc...) que querem mais....
Se o sim ganhar as mulheres vão utilizar o aborto como um método contraceptivo.
Por isto tudo eu voto "NÃO"

Anónimo disse...

Meus... ja começo a ficar farta desta lavagem ao cerebro.
O dinheiro que se gasta por causa disto.
E depois todo o debate e uma treta pegada...
nao existe debate que e diferente.
E so uma troca de "galhardetes" entre duas ideologias.
Ora tais ideologias nao estao interresadas em encontrar soluçoes
(que e isso que a pessoa comum precisa) mas sim em ter razao.
E a isso que se assiste nos debates, uma ideologia a querer ficar por
cima da outra e vice-versa.
Vem com palavras caras para o comum cidadao ...
"demagogia" dizem eles e tambem os nossos
"adorados" politicos que adoram esta palavra
e que tanto a usam, ao inves de encontrarem soluçoes que e isso que o
Portugues quer e precisa deseperadamente...
Mas que interressa o Portugues comum?.. para ganhar
as proximas eleiçoes... so para isso.
Eu considero vida akela criatura indefesa que ja luta
no utero de sua mae. Esta indefesa... tem uma alma e e uma promessa. Ja sao consideradas
situaçoes na lei em que se pode realizar o aborto... talvez
nao seja o suficiente... mas dai a despenalizar... "atiram-me"
com argumentos "preferes bebes no caixote do lixo", e obvio que nao....
Mas onde esta a discussao para evitar gravidezes indesejadas..
sim porque nao e so dizer que os metodos contraceptivos nem sempre
funcionam. Onde esta a educaçao sexual, onde esta o planeamento familiar???
"Abortar e a soluçao porque ha pais que nao deviam ser pais..." e portanto abortar?
Tanta gente que passou pelas piores provaçoes e ,nao so,
venceram na vida como se tornaram exemplos de vida para todos nos.
NAO PODEMOS DEIXAR QUE O ABORTO SEJA UMA DECISAO BANAL, porque assim que dissermos
que sim a despenalizacao, vamos voltar a ver na tv testemunhos de mulheres que ja fizeram
um numero absurdo de abortos... Assim que se tomar tal decisao o Portugues relaxa...
"afinal de contas ja nao e crime se tivermos um azar... AZAR" Mas quantas e quantas
pessoas que eu conheço que infelizmente pensam assim.
EDUCAR e o que e preciso. E ver realmente que mais casos para alem dos ja contemplados na
lei devem ser aprovados.
A BARRIGA ATE PODE SER MINHA A A VIDA QUE ELA CARREGA, NAO!!!!
Um dia espero ser mae, e nao e por ser mae que o meu filho e minha propriedade!!!
Logo o que carrega a barriga da mulher tambem nao e sua propriedade.
E um ser que ja carrega a sua vontade codificada no seu ADN!!!
Nao podem negar esta simples verdade cientifica.
Mas concordo que haja algumas (mas poucas) situaçoes em que se pode considerar um aborto.
E nao tem a ver com a "treta" do argumento das semanas...
Quer dizer 9 semanas e meia , 10 semanas, 10 e um dia ... pah que treta!!!
Sera que so mim este debate de treta cheira mal???
E porque nao ha tanta adesao a outros debates, tao ou mais vitais para a nossa sociedade???
Porque nao ha para esses debates tanto populismo e atençao popular????
Porque??? O objectivo e muito claro... manter o povo na ignorancia pra que seja melhor manipulado,
para que sirva melhor os interesses, sejam eles quais forem.
Nao ouço ninguem falar com tanto empenho sobre a constituiçao Europeia... alias... ai esta um debate que morre cedo...
Infelizmente... porque hoje em dia a nossa vida e largamente influenciada pelo que se passa na Europa e no Mundo.

Enquanto o debate sobre o aborto for so uma "birrinha"
ideologica e nao um real e serio debate, eu digo...
NAO NAO E NAO!!!
E PAREM DE ME IMPINGIR ESSA TRETA, E EMPREGUEM O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES EM COISAS REALMENTE IMPORTANTES!!
COMO O ENSINO!!!

NAO NAO NAO NAO NAO NAO NAO

skywalker7 disse...
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skywalker7 disse...

Meus... ja começo a ficar farta desta lavagem ao cerebro.
O dinheiro que se gasta por causa disto.
E depois todo o debate e uma treta pegada...
nao existe debate que e diferente.
E so uma troca de "galhardetes" entre duas ideologias.
Ora tais ideologias nao estao interresadas em encontrar soluçoes
(que e isso que a pessoa comum precisa) mas sim em ter razao.
E a isso que se assiste nos debates, uma ideologia a querer ficar por
cima da outra e vice-versa.
Vem com palavras caras para o comum cidadao ...
"demagogia" dizem eles e tambem os nossos
"adorados" politicos que adoram esta palavra
e que tanto a usam, ao inves de encontrarem soluçoes que e isso que o
Portugues quer e precisa deseperadamente...
Mas que interressa o Portugues comum?.. para ganhar
as proximas eleiçoes... so para isso.
Eu considero vida akela criatura indefesa que ja luta
no utero de sua mae. Esta indefesa... tem uma alma e e uma promessa. Ja sao consideradas
situaçoes na lei em que se pode realizar o aborto... talvez
nao seja o suficiente... mas dai a despenalizar... "atiram-me"
com argumentos "preferes bebes no caixote do lixo", e obvio que nao....
Mas onde esta a discussao para evitar gravidezes indesejadas..
sim porque nao e so dizer que os metodos contraceptivos nem sempre
funcionam. Onde esta a educaçao sexual, onde esta o planeamento familiar???
"Abortar e a soluçao porque ha pais que nao deviam ser pais..." e portanto abortar?
Tanta gente que passou pelas piores provaçoes e ,nao so,
venceram na vida como se tornaram exemplos de vida para todos nos.
NAO PODEMOS DEIXAR QUE O ABORTO SEJA UMA DECISAO BANAL, porque assim que dissermos
que sim a despenalizacao, vamos voltar a ver na tv testemunhos de mulheres que ja fizeram
um numero absurdo de abortos... Assim que se tomar tal decisao o Portugues relaxa...
"afinal de contas ja nao e crime se tivermos um azar... AZAR" Mas quantas e quantas
pessoas que eu conheço que infelizmente pensam assim.
EDUCAR e o que e preciso. E ver realmente que mais casos para alem dos ja contemplados na
lei devem ser aprovados.
A BARRIGA ATE PODE SER MINHA A A VIDA QUE ELA CARREGA, NAO!!!!
Um dia espero ser mae, e nao e por ser mae que o meu filho e minha propriedade!!!
Logo o que carrega a barriga da mulher tambem nao e sua propriedade.
E um ser que ja carrega a sua vontade codificada no seu ADN!!!
Nao podem negar esta simples verdade cientifica.
Mas concordo que haja algumas (mas poucas) situaçoes em que se pode considerar um aborto.
E nao tem a ver com a "treta" do argumento das semanas...
Quer dizer 9 semanas e meia , 10 semanas, 10 e um dia ... pah que treta!!!
Sera que so mim este debate de treta cheira mal???
E porque nao ha tanta adesao a outros debates, tao ou mais vitais para a nossa sociedade???
Porque nao ha para esses debates tanto populismo e atençao popular????
Porque??? O objectivo e muito claro... manter o povo na ignorancia pra que seja melhor manipulado,
para que sirva melhor os interesses, sejam eles quais forem.
Nao ouço ninguem falar com tanto empenho sobre a constituiçao Europeia... alias... ai esta um debate que morre cedo...
Infelizmente... porque hoje em dia a nossa vida e largamente influenciada pelo que se passa na Europa e no Mundo.

Enquanto o debate sobre o aborto for so uma "birrinha"
ideologica e nao um real e serio debate, eu digo...
NAO NAO E NAO!!!
E PAREM DE ME IMPINGIR ESSA TRETA, E EMPREGUEM O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES EM COISAS REALMENTE IMPORTANTES!!
COMO O ENSINO!!!

NAO NAO NAO NAO NAO NAO NAO

Abraços

Ana Paiva